Textos - Núcleo de Radioamadores da Armada

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DIVAGAÇÕES RADIOTELEGRÁFICAS


Porquê saber morse?
Porquê ser Radiotelegrafista ?
Com o desenvolvimento e implementação crescente de novas tecnologias na área das comunicações,
particularmente nas radiocomunicações, o uso e prática do código de Morse decresceu substancialmente
sobretudo a partir de 1 de Fevereiro de 1999 com a entrada em vigor do Sistema Marítimo Global de
Socorro e Salvamento – GMDSS.
A partir de então e porque essa data fez indirectamente o anúncio formal da morte do código de Morse, as
unidades de formação de radiotelegrafistas não mais formaram profissionais na matéria. Em consequência
tem vindo a verificar-se ao longo do tempo, principalmente em Portugal, um decréscimo acentuado da
quantidade e qualidade de operadores habilitados a operar o código de Morse.
A constatação desta realidade constitui motivo de preocupação na medida em que tende a que o país fique
desocupado desta espécie de toupeiras que durante um século garantiram ao mundo as comunicações de
que necessitava. Garantiram ao mundo o salvamento de muitos milhares de vidas no mar, no ar e mesmo
em terra.
Eram criaturas anónimas entrincheiradas num qualquer bunker em terra, num cubculo no mar ou no ar,
que com a sua prática e destreza na operação do código de Samuel, conduziam as operações de socorro que
tantas centenas de milhar de vidas haverão salvo durante todo o século XX. Eram os Radiotelegrafistas
anónimos, aqueles de que ninguém fala, que ninguém conhece, que ninguém até hoje valorizou e sem os
quais o mundo teria sido diferente.
Eles merecem uma estátua em homenagem ao Radiotelegrafista anónimo. Ninguém mais terá feito tanto
pela vida humana do que estas solitárias e invisíveis criaturas. Nem o enjeitando Aristides de Sousa
Mendes, mesmo assim evocado, fez tanto pela vida de terceiros, como o hão feito estes profissionais do
chamado “pica-pau”.
Mas para não nos desviar-mos da intenção inicial convém então dizer que a ausência de formação de novos
operadores radiotelegrafistas reduziu a valores mínimos aquilo a que poderíamos chamar o fundo de
reserva estratégia de operação da modalidade CW.
Verificamos hoje que apenas uma meia dúzia de radioamadores, autodidactas por definição e natureza, por
sua conta, esforço e vontade se vão desta aptidão apetrechando. Ainda assim o fazem em grande parte por
objectivos. Ou seja, até muito recentemente e por força da lei, um deles era a passagem de classe, além de
outros que nos escusamos aqui de referir mas que são conhecidos de todos.
Na perspectiva de um esvaziamento eminente de operadores de cw, sobretudo de bons operadores de cw,
vamos pela quarta vez insistir na formação de operadores de radiotelegrafia, porque temos uma vaga
percepção de que a sociedade, embora ande ocupada com outros interesses, necessita de ter criaturas com
aptidões deste calibre. Mesmo com todas as tecnologias e equipamentos modernos actualmente ao serviço
da sociedade se torna fácil confirmar que a abrangencia do uso das radiocomunicações fica amputada se
nela não incluirmos esta espécie em extinção.
No campo de radioamadorismo todos verificamos uma quase total ausência de CT’s operando cw nas
bandas. É talvez tempo de alterar esta situação. É talvez tempo de formar operadores de cw. É talvez
tempo de em Portugal as associações em geral se ocuparem desta matéria. É talvez tempo de criar
incentivos e modelos que desenvolvam a apetência pela prática da modalidade.
Falou-se em tempos não muito distantes, da concretização de um evento do tipo PO CW QRS Contest.
Embora a preguiça, a indolência e o comodismo que assola muito bom cidadão, acreditamos mesmo assim
que a paciência de uns e o esforço de outros ponha um tal evento a lotar as faixas de cw. Uma louvável
iniciativa! Mas não se sabe se ainda mantém ou algum sinal vital.
Pela nossa parte, temos feito pouco mas ainda assim alguma coisa em prol desta causa que nem todos
abraçam, mas estamos em crer que se todos fizerem um pouco, teremos um somatório compensador.
Depois de alguns actos de contra formação praticados em frequência seguramente por algum surdo, vai ser
a quarta vez - agora em sala de aula - que nos propomos oferecer o nosso tempo e a nossa experiência em
favor desta causa. Precisamos para concluir com sucesso, conforme consta nos objectivos do curso, apenas
que os formandos tragam à sala de aula, vontade de aprender, capacidade, esforço e assiduidade q.b. para
alcançar o objectivo.
.
António Gamito – CT1CZT


A Rede Mundial de Radiobalizas - Miguel Andrade - CT1ETL



Este artigo pretende ser uma ajuda para a descoberta de uma interessante ferramenta para os aficionados das ondas curtas, com especial destaque para aqueles que gostam de explorar as capacidades de comunicações em longas distâncias nas suas estações de radiocomunicações.

Quantas vezes o apreciador de contactos em longas distâncias nas ondas curtas (HF) passa por numa faixa de frequências aparentemente sem quaisquer condições de propagação e como não tem conhecimentos ou não se dá ao trabalho de investigar um pouco mais perde um memorável contacto com uma daquelas estações com quem se fala uma só vez durante uma vida inteira?

Já a mim me aconteceu, (quando apenas podia trabalhar exclusivamente uma única banda de ondas curtas), fazer contactos espantosos em dias em que aparentemente aquela faixa de frequências estava imprópria para contactos via rádio, uma vez que não se escutava viva alma nem sequer em telegrafia nas frequências inferiores. Admito que se tivesse acesso a outras faixas de frequências nesses mesmos dias tinha perdido hipóteses muito interessantes de conseguir os meus únicos contactos com certos países difíceis de encontrar, os quais até hoje nunca mais pude voltar a alcançar.

Quando as condições numa determinada banda do serviço de amador estão favoráveis para uma daquelas vastas regiões do planeta onde o número de radioamadores existentes é uma insignificância, (que nem costuma constar para estatísticas), o mais provável é que, enganados pelo silêncio, sejamos levados a pensar que, como se diz na gíria, "a propagação está fechada".

Na realidade podemos considerar que por princípio só há duas hipóteses para uma banda estar silenciosa; ou as condições de propagação das ondas de rádio naquelas frequências são inexistentes, (podem apenas estar pobres para as nossas relativamente baixas potências de emissão) ou, caso contrário, a explicação poderá ser não estar ninguém activo naquela faixa de frequências no momento e nos locais onde chegam as nossas emissões, (o que não é difícil de acontecer).

A discussão sobre quando é que uma faixa de frequências está aberta às comunicações para determinado alcance, parte do mundo ou objectivo com as condições de operação de cada estação de amador daria só por si uma série de artigos.

Para quem tem menos conhecimentos e experiência sobre este assunto, a matéria que se segue pode ser ainda desconhecida, contudo esta ferramenta de trabalho é tão útil aos caçadores de trofeus como aos simples amantes dos contactos internacionais.

Cada vez existem mais radioamadores espalhados pelo mundo a agradecerem a quem terá tido um dia a ideia de promover e desenvolver uma rede organizada de estações automáticas que emitem 24 horas.

Estas radiobalizas foram activadas para nos ajudarem a compreendermos, através dos seus sinais, quais são as reais condições de nos comunicarmos com as regiões onde estão instaladas, (independentemente de se escutar actividade nessa faixa de frequências ou não).

Oficialmente quem está por trás da organização da mais famosa rede internacional de radiobalizas é uma associação denominada NCDXF (Fundação de DX do Norte da Califórnia) em colaboração com a IARU (a qual dispensa qualquer apresentação).

Estas entidades, em áreas diferentes de responsabilidade, estão na génese da organização de um sistema composto por estações particulares com licenças especiais que formam uma rede de sinalizadores.

Desta forma a rede mundial de estações emissoras automáticas NCDXF/IARU torna-se um meio excelente para compreendermos o comportamento de condições de propagação das ondas de rádio a qualquer momento, podendo assim fazer-se o contraponto entre a realidade e os modelos informáticos de previsão.

A utilidade destas estações para estudos de propagação das ondas de rádio e das condições de comunicações com determinado ponto do globo não se ficam pelo simples uso exclusivo de outras estações do serviço de amador, havendo entidades científicas, militares e organizações da mais variada natureza que em todo o planeta aproveitam este sistema para os mesmos fins e efeitos.

Esta rede foi desenhada para ser construída e operada por radioamadores voluntários a um custo muito baixo, custo esse sobretudo relacionado com o investimento inicial feito nos componentes e equipamentos e pouco mais.

O funcionamento e a coordenação das estações é extremamente simples, o qual é fundamentado numa escala de emissão perfeitamente coordenada, segundo a qual cada estação emite apenas por um curto período de tempo um sinal com a sua identificação em telegrafia a uma velocidade fácil de ser descodificável por todos.

Como a emissão é contínua podemos em poucos minutos escutar numa determinada banda todos os sinais emitidos pelas regiões do planeta que naquela frequência estiverem ao alcance da nossa estação onde exista uma destas estações automáticas. Por outro lado, podemos acompanhar o percurso de uma das radiobalizas em cada frequência para nos apercebermos de quais são as bandas que nos permitem atingir aquele território, ou, determinar pela força do sinal qual é a faixa de frequências que naquele momento está mais favorável para contacto com aquela área do mundo.

Na prática, como nem todos os radioamadores tem conhecimentos de telegrafia ou porque alguns sinais chegam muito baixos e tornam imperceptíveis os indicativos, existe um método muito simples mas infalível de se identificar a radiobaliza em causa. Qualquer programa informático dos muitos já existentes nos pode fornecer essa pista através dos horários de transmissão no esquema de funcionamento, uma vez que estas estações emitem em momentos definidos com muita precisão.

Alguns programas (a maioria) são gratuitos e fáceis de encontrar, por exemplo, via Internet. Eles permitem-nos podemos de uma forma automatizada saber com precisão a radiobaliza que está naquele momento a emitir, sem sermos obrigados a saber receber à velocidade requerida ou termos sequer uma licença de telegrafia por Código Morse. Para além disso oferecem outras utilidades que nos permitem ter uma visão ímpar de todo este assunto.

Uma vez que todas estas estações emitem com a potência máxima de 100 Watts através de antenas verticais, é também muito fácil, por comparação, calcular como chegará àquela localização geográfica o sinal da nossa estação, em função das suas condições técnicas de operação em particular caso por caso.

A seu tempo, será igualmente constituída uma rede de estações locais de recepção destes sinais espalhadas pelo mundo que nos pouparão trabalho, transmitindo pelos meios cada vez mais habituais como as redes de comunicações digitais, os relatórios de recepção para cada faixa de frequências em que as radiobalizas estão a operar. Hoje mesmo, no sítio da Internet da responsabilidade do NCDXF já é possível antever esse futuro próximo através dos meios ao nosso dispor por essa via.

As frequências de trabalhos das radiobalizas da rede mundial de estações emissoras automáticas NCDXF/IARU são 14.100 MHz, 18.110 MHz, 21.150 MHz, 24.930 MHz e 28.200 MHz.

As radiobalizas transmitem apenas 3 minutos cada uma, mas através da tabela podem ser identificados todos os momentos precisos do início da transmissão em cada hora e em cada frequência para cada uma destas estações.

A emissão é feita á velocidade de 22 palavras por minuto seguida de 4 traços de 1 segundo cada de duração. O indicativo e o primeiro destes traços são emitidos com a potência de 100 Watts, os traços seguintes são emitidos com 10 W, 1 W e 100 mW respectivamente.

Para actualizar as informações sobre as estações activas, conseguir os programas de computador aplicáveis, ligações com interesse, artigos e outras utilidades sobre este projecto consulte-se o seguinte endereço www.ncdxf.org.



Dia Mundial do Radioamador - António Gamito - CT1CZT



Comemora-se anualmente a 18 de Abril, o Dia Mundial do Radioamador, o qual assinala o aniversário de um dos mais extraordinários eventos da história do radioamadorismo; Não é mais um dia mundial de "qualquer coisa" só porque qualquer coisa tenha que ter um dia mundial. É sim o dia em que devem com merecimento ser evocados os feitos de todos aqueles, curiosos, entusiastas, cientistas e interessados na técnica da telecomunicaçao, que contribuíram decisivamente para o desenvolvimento das telecomunicaçoes como hoje as conhecemos e utilizamos, e cujos primórdios remontam aos primeiros anos do séc. XIX, conforme constam de variadíssimos documentos produzidos ao longo do tempo e que permitem concluir com verdade, que a actividade do radioamadorismo não é coisa recente. É mesmo anterior á radiocomunicaçao.

Embora não se possa referir uma data exacta para o seu início, pode-se pelo menos evocar as descobertas e feitos mais significativos dos homens de ciência da época, que mercê do seu engenho e entusiasmo, procuraram de forma contínua a melhoria da técnica radioeléctrica, o que constituiu avulsos e relevantes contributos para a realidade do radioamadorismo em particular e para as telecomunicaçoes em geral.
Entre os muitos contributos incluem-se os de Alessandro Volta, Ampére, Henry, Samuel Morse, Gauss, Weber, Thomas Alva Edison, Maxwel, Hertz, Guglielmo Marconi, Amstrong, Baudot, Gago Coutinho, Ramos Pereira e tantos outros cuja listagem tornaria este artigo infindável.
Apesar de todo um longo e aturado trabalho de estudo e pesquisa durante o séc. XIX, foi só no primeiro quartel do séc. XX que viria a ser final e oficialmente considerada a actividade do radioamadorismo na sequencia do estabelecimento de uma comunicaçao entre duas estaçoes de amador ? na banda dos 100 metros - uma situada em França e a outra no Conecticut, conforme consta do artigo de David Summer, secretário da IARU, em Abril de 2000.

Este acontecimento fez com que em breve as comunicaçoes intercontinentais se tornassem um lugar comum entre estaçoes de amador.

Entretanto o inventor e industrial Hiram Percy Maxim, fundador e presidente da recém nascida ARRL1 em 14 de Maio de 1914, estando de partida, em viagem privada, para a Europa foi-lhe pedido pelos seus directores que, na sua viagem, representasse a ARRL envidando esforços no sentido de encorajar a cooperaçao internacional entre radioamadores. É na sequencia desses esforços que em 12 de Março de 1924, representantes de sete países europeus, Canadá e Estados Unidos se reúnem em Paris e concordam na formaçao de uma organizaçao internacional de radioamadores.

Dois dias depois, diz K1ZZ2, secretário da IARU3, foi constituído um comité organizador com o objectivo de trabalhar na formaçao da proposta organizaçao de radioamadores. Embora com carácter temporário o comité adoptou a designaçao "The International Amateur Radio Union" (IARU) ou seja; a União Internacional de Radioamadores.

Estavam assim terminados os trabalhos preliminares para a realizaçao de um congresso sobre o assunto, que viria a ter lugar igualmente em Paris, com início em 14 de Abril de 1925.

Durante esse congresso, que durou quatro dias, foi unanimemente acordada a constituiçao do secretariado internacional e eleitos os corpos directivos da embrionária IARU e no dia seguinte, em assembleia restrita, foi assinada pelos representantes de 25 países presentes, a acta do congresso que acabara de criar a actual IARU. É em homenagem a este acontecimento que a data de 18 de Abril assinala o Dia Mundial do Radioamador.






1: ARRL - American Radio Relay League
2: K1ZZ - David Sumner
3: IARU - International Amateur Radio Union




História do 73 - António Gamito - CT1CZT




A usual expressão '73', tão utilizada nas comunicações de amador, tem naturalmente um significado. Da mesma maneira que um condutor sabe o que tem a fazer ao deparar com um sinal de trânsito, sem que na maior parte dos casos consiga reconstituir o seu significado literal, também nós, amadores, nos deparamos com semelhante situação perante o uso e significado do famoso '73'. O exemplo escolhido não será porventura o melhor. Contudo pareceu no momento o mais adequado.

O autor deste texto baseia-se em si próprio como primeiro exemplo de dúvida e argumentação bem como na percepção ao longo dos anos obtida sobre o conhecimento da história e real significado do '73'.
È certo que o entendemos mais ou menos como um cumprimento amigável mas talvez interesse ao iniciado amador, ou ao menos informado, conhecer um pouco da história deste sinal diáriamente utilizado.

Indo um pouco atrás no tempo, convém referir que desde sempre, com mais ou menos força de lei, existiram tentativas de regular as comunicações quer oficiais quer de amador. Não é menos verdade que as primeiras comunicações foram feitas por linha telegráfica. Para abreviar tais comunicações uma das primeiras publicações que existiram foi o Código Numeral o qual viu durante vários anos, várias edições darem á estampa. Todas essas edições atribuiam ao sinal '73' definições diferentes mas com a mesma idéia comum e embora não exista informação disponível que comprove o facto, é assumido que este sinal indicava a aproximação do fim da comunicação ou a sua assinatura.

No entanto a primeira referência oficial ao '73' surge na 'National Telegraph Review and Operators Guide' publicada pela primeira vez em 1857, onde 73 surge com o significado 'My love to you'. Mas me menos de dois anos volta a surgir novo significado para '73'. Na 'National Telegraph Convention' o '73' voltou a conhecer novo significado, mudando então de sentimento romântico para um vago sinal fraternalista de 'saudação amigável' entre operadores e que passou a ser usado em todas as linhas telegráficas.

Em 1859 a Western Union Company criou o 'Código 92' o qual constava de uma lista de numerais de 1 a 92 em que cada um deles indicava uma frase ou frases preconcebidas para abreviar o tempo de comunicação. Neste novo código '73' voltou a sofrer alteração. Passou do seu significado anterior para o muito mais elaborado 'Aceite os meus cumprimentos'. De 1859 a 1900 os inúmeros manuais de telegrafia mostram várias, embora ligeiras, alterações de significado do '73' mas resumidamente ele sempre foi entendido como um mero cumprimento. Já no século XX uma outra publicação, a 'Twentieth Century Manual of Ralway and Commercial Telegraphy' define o '73' de duas maneiras. Uma como 'Os meus cumprimentos para si' e outra, no seu glossário de abreviaturas, como apenas 'Cumprimentos'.
Num outro manual o 'Telegraphy Self-Taught' Theodore A. Edison, volta-se a falar no velho 'Aceite os meus cumprimentos'. Em 1908 volta a haver nova alteração de significado, passando então a ter o significado que ainda hoje lhe atribuimos: 'Os melhores cumprimentos'.


*Traduzido e adaptado do 'Radio Amateur Operating Manual' ARRL 1969 por António Gamito - CT1CZT



Radioamadorismo na Armada - António Gamito - CT1CZT



Várias foram as actividades levadas a cabo pelo Núcleo de Radioamadores da Armada durante o ano transacto, mas aquela que mais peso tem na vida do Núcleo, o Concurso Dia da Marinha foi sem dúvida o ponto alto da actividade do Núcleo. Com projecção nacional e internacional o Concurso, o terceiro levado a cabo pelo Núcleo desde a sua criação, tem o mérito de, além de ser um valioso contributo para o Radioamadorismo, levar a todo o país e além fronteiras o nome do NRA e da instituição em que se insere.

Á semelhança de edições anteriores, também a de 2005 culminou com o seu momento alto traduzido na cerimónia de entrega de prémios, desta vez ocorrida nas instalações do Museu de Marinha em 24 de Setembro último. Nela estiveram presentes além das habituais individualidades, aqueles que ano após ano com a sua participação contribuem para o engrandecimento do Concurso e consequentemente do Núcleo e divulgação do bom nome da Marinha Portuguesa. Infelizmente não pôde estar presente o vencedor da modalidade CW, CT4CH Bengt Joansson, que por ser de nacionalidade sueca se encontrava no seu país natal. O prémio e diploma foi entregue no passado dia 21 de Janeiro por um membro no Núcleo.

Outras actividades do NRA, ainda que de menor importância mas mesmo assim importantes, foram a participação, a convite, em actividades da Associação de Radioamadores do Ribatejo, a primeira em Coruche e a última em Salvaterra de Magos onde os radioamadores, como parte integrante das suas actividades foram presenteados com uma visita guiada, pelo Sr. Vereador da Cultura, aos locais históricos do município tendo-se seguido um almoço participado por cerca de 50 radioamadores cinco dos quais do NRA e que ali foram carinhosamente recebidos em representação dos Radioamadores da Armada.

Estamos no início de mais um novo ano e como não poderia deixar de ser, estão já em curso os preparativos para mais uma edição deste nobre evento em que o Núcleo está entusiasticamente empenhado. O acontecimento que anualmente tem lugar no fim de semana mais próximo do vigésimo dia de Maio, tem este ano a sua ocorrência exactamente no dia da Marinha, celebrado a 20 de Maio.

Vai ser mais uma maratona como se pode inferir do Regulamento, já publicitado em sites e revistas nacionais e internacionais da especialidade bem como no site oficial do Núcleo (www.nra.pt).

É sobejamente conhecido que foram os radioamadores os pioneiros das comunicações, primeiro telegráficas e depois radio telegráficas, em que o código de Samuel Morse desempenhou um papel fundamental até Á última década do Sec. XX. Dado o desenvolvimento da técnica o Morse foi-se proporcionalmente tornando obsoleto até que no final dos anos 90 foi definitivamente retirado dos serviços oficiais em favor de outras modalidades mais eficientes. Contudo, mercê do seu desaparecimento oficial ele continua agora mais do que nunca a ser praticado pelos radioamadores, com elevado grau de entusiasmo.

Basta sintonizarmos um receptor de HF na parte inferior das bandas de amador e disso nos daremos imediatamente conta. Porém com o desaparecimento das escolas em que se ensinava radiotelegrafia, a sua aprendizagem deixou de ter sede própria passando a constituir uma carolice dos seus interessados.

De tal forma que um grupo de radioamadores, em número de vinte, dirigiu um convite ao Núcleo de Radioamadores da Armada, que ainda tem bons operadores de CW, para lhes ministrar um curso de radiotelegrafia. O convite foi recebido com agrado, preparam-se as aulas e no passado dia 10 de Janeiro, num colégio de renome na margem sul do Tejo, o curso teve o seu início, estando a decorrer a bom ritmo.

Para o próximo mês de Julho outra actividade no Núcleo se prevê, desta vez no âmbito do IOTA (Islands On The Air) a realizar no Farol do Bugio, se até lá nos for concedida a necessária autorização por parte das autoridades tutelares da Armada. Mais notícias sobre este assunto serão divulgadas logo que obtida a necessária autorização.

* António Gamito - CT1CZT

Lista de abreviaturas utilizadas nas radiocomunicações
* António Gamito - CT1CZT



Abreviatura.....Significado

AA ............ All after
AA ............ End Of Line
AB ............ All before
ABT ........... About
ADEE .......... Addressee
ADR ........... Address
ADS ........... Address
AGN ........... Again
AM ............ Amplitude Modulation
ANI ........... Any
ANS ........... Answer
ANT ........... Antenna
AR ............ End of message
AS ............ Stand by; wait
AT ............ used for the @ sign for E-Mail Addresses New proposal is AC run together
B2Y ........... Back to you
B4 ............ Before
BCI ........... Broadcast Interference
BCL ........... Broadcast Listener
BCNU .......... Be seeing you
BD ............ Bad
BK ............ Break, Break in
BN ............ All between; Been
BT ............ Separation (break) between address and text; between text and signature
BTH ........... Both
BTR ........... Better
BTW ........... By The Way
BUG ........... Semi-Automatic key
BURO .......... Bureau
C ............. Yes, Correct
CB ............ CallBook
CBA ........... Callbook Address
CFM ........... Confirm; I confirm
CK ............ Ckeck
CKT ........... Circuit
CL ............ I am closing my station; Call
CLBK .......... Callbook
CLD ........... Called
CLG ........... Calling
CMG ........... Coming
CNT ........... Can't
CONDX ......... Conditions
CPI ........... Copy
CQ ............ Calling any station
CRD ........... Card
CS ............ Call Sign
CU ............ Call You
CUAGN ......... Call You Again
CUD ........... Could
CUL ........... Call You later
CUM ........... Come
CUZ ........... Because
CW ............ Continuous wave
DA ............ Day
DE ............ From, This Is
DIFF .......... Difference
DLD ........... Delivered
DLVD .......... Delivered
DN ............ Down
DR ............ Dear
DSW ........... Russian CW abbreviation for goodbye
DWN ........... Down
DX ............ Distance
EL ............ Element
ENUF .......... Enough
ES ............ And
EU ............ Europe
EVE ........... Evening
FB ............ Fine Business, excellent
FER ........... For
FM ............ Frequency Modulation, From
FONE .......... Phone
FQ ............ Frequency
Freq .......... Frequency
FWD ........... Forward
GA ............ Go ahead; Good Afternoon
GB ............ Good bye, God Bless
GD ............ Good, Good Day
GE ............ Good Evening
GESS .......... Guess
GG ............ Going
GLD ........... Glad
GM ............ Good morning
GN ............ Good night
GND ........... Ground
GP ............ Ground Plane
GS ............ Green Stamp
GUD ........... Good
GV ............ Give
GVG ........... Giving
HH ............ Error in sending
HI ............ The telegraph laugh; High
HPE ........... Hope
HQ ............ Headquarters
HR ............ Here; Hear, Hour
HRD ........... Heard
HRS ........... Hours
HV ............ Have
HVG ........... Having
HVY ........... Heavy
HW ............ How, How Copy?
II ............ Short form of HH
IMI ........... Repeat, Say Again
INFO .......... Info
JA ............ Japanese Station
K ............. Invitation To Transmit
KA ............ Beginning of message
KLIX .......... Key Clicks
KN ............ Go only, invite a specific station to transmit
LID ........... A poor operator
LNG ........... Long
LP ............ Long Path
LSN ........... Listen
LTR ........... Later; letter
LV ............ Leave
LVG ........... Leaving
LW ............ Long Wire, Long Wave
MA ............ Milliamperes
MGR ........... Manager
MI ............ My
MILL .......... Typewriter
MILS .......... Milliamperes
MNI ........... Many
MOM ........... Moment
MSG ........... Message; Prefix to radiogram
MULT .......... Multiplier
N ............. No, Negative, Incorrect, No More
N ............. Nine (as in Signal Report)
NCS ........... Net Control Station
ND ............ Nothing Doing
NIL ........... Nothing; I have nothing for you; Not In Log
NM ............ No more
NR ............ Number, Near
NW ............ Now; I resume transmission
OB ............ Old boy
OC ............ Old chap
OK ............ Correct
OM ............ Old man
OP ............ Operator
OPR ........... Operator
OT ............ Old timer; Old top
OW ............ Old Woman
PBL ........... Preamble
PKG ........... Package
PSE ........... Please
PT ............ Point
PWR ........... Power
PX ............ Press, Prefix R - Received as transmitted; Are;
R ............. Decimal Point (with numbers)
RC ............ Rag chew
RCD ........... Received
RCVR .......... Receiver
RE ............ Concerning; Regarding
REF ........... Refer to; Referring to; Reference
RFI ........... Radio frequency interference
RIG ........... Station equipment
ROTFL ......... Rolling on the floor laughing
RPT ........... Repeat, Report
RST ........... Readability, strength, tone
RTTY .......... Radio teletype
RX ............ Receive, Receiver
SA ............ Say
SAE ........... Self-Addressed Envelope
SASE .......... Self-addressed, stamped envelope
SED ........... Said
SEZ ........... Says
SGD ........... Signed
SHUD .......... Should
SIG ........... Signature; Signal
SINE .......... Operator's personal initials or nickname
SK ............ Silent Key
SK ............ Out; clear (end of communications, no reply expected)
SKED .......... Schedule
SN ............ Soon
SP ............ Short Path
SRI ........... Sorry
SS ............ Sweepstakes
SSB ........... Single Side Band
ST ............ short timer on check in
STN ........... Station
SUM ........... Some
SVC ........... Service; Prefix to service message
SWL ........... Short Wave Listener
T ............. Zero (with numbers)
T/R ........... Transmit/Receive
TEMP .......... Temperature
TEST .......... Testing or Contest
TFC ........... Traffic
TIA ........... Thanks In Advance
TKS ........... Thanks
TMW ........... Tomorrow
TNX ........... Thanks
TR ............ Transmit
TRBL .......... Trouble
TRIX .......... Tricks
TRX ........... Transceiver
TT ............ That
TTS ........... That is
TU ............ Thank you
TVI ........... Television interference
TX ............ Transmitter; Transmit
TXT ........... Text
U ............. You
UFB ........... Ultra Fine Business
UNLIS ......... Unlicensed
UR ............ Your; You're
URL ........... Universal Resource Locator Address For a WebPage
URS ........... Yours
VE ............ Understood (VE)
VERT .......... Vertical
VFB ........... Very fine business
VFO ........... Variable Frequency Oscillator
VY ............ Very
W ............. Watts
WA ............ Word after
WATSA ......... What Say
WB ............ Word before
WD ............ Word
WDS ........... Words
WID ........... With
WKD ........... Worked
WKG ........... Working
WL ............ Well; Will
WPM ........... Words Per Minute
WRD ........... Word
WRK ........... Work
WUD ........... Would
WW ............ Would
WX ............ Weather
XCVR .......... Transceiver
XMAS .......... Christmas
XMTR .......... Transmitter
XTAL .......... Crystal
XYL ........... Wife
YF ............ Wife
YL ............ Young lady
YR ............ Year
Z ............. Zulu Time
30 ............ I have no more to send
33 ............ Fondest Regards
55 ............ Best Success
73 ............ Best Regards
88 ............ Love and kisses
73+88 ......... Best regards to you and your XYL
? ............. question (like QRL?)

* Compilado por António Gamito



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